O lugar e a arquitetura Nacional Socialista

 

Fragmentos de: Hitler m\'a dit
de Hermann Rauschning,
Libraire somogy,
Paris 1945


A arquitetura monumental

 

Com minha nova arquitetura dou ao povo a prova direta de minha vontade de transformar tudo. Esta vontade se translada dos edifícios para os homens. Nossa arquitetura é a escala de nosso caráter: existe uma correspondência entre o homem e os lugares que passam sua vida, realizam seu trabalho ou goza de seu descanso. Na grandeza e pureza de nossas construções o povo pode medir o alcance de nossos desígnios. Não teria podido cometer um erro tão grande como o de começar pelas cidades e pelas casas trabalhadoras. Tudo isso virá depois. Sabe-se. Um governo marxista ou burguês teria podido contentar-se com isso, mas só um partido como o nosso seria capaz de restituir a liberdade e grandeza à mais nobre de todas as artes. Desde a época das catedrais somos os primeiros em oferecer aos artistas tarefas tão grandes e audazes. Para eles já não se trata de construir casas privadas, vilas ou chalés, senão de fazer surgir do solo os ofícios mais vastos que tenham sido levantados desde o Egito ou da Babilônia. Criamos os monumentos sagrados, os símbolos sagrados de mármore de uma nova civilização. Devo começar por aqui para marcar com um selo indestrutível meu povo e minha época.



Uma moradia saudável
 

Construir a modesta moradia do camponês, do trabalhador, do burguês ativo, chegou a ser o problema favorito de todos os responsáveis da nova Alemanha. As gerações poderosas, convictas de que a soma do bem pode mais que o mal no mundo, devem ser o resultado desses esforços de construir moradias sãs e simples. Uma clara organização, grande limpeza, boa estruturação, são os elementos que contribuirão a formar as gerações futuras desde sua primeira juventude. Nosso desejo seria que todos pudessem gozar das conquistas da arquitetura moderna. Mas as somas das que se dispõe para financiar a criação de moradias médias são sempre restringidas; trata-se de tirar todo o proveito possível de todas as nossas possibilidades técnicas, depois de nós termos dado conta que isto é absolutamente necessário. Desta maneira poderemos atingir o ideal que nos faz ter consciência de nossos deveres sociais e da nova idéia da estrutura de um povo vigoroso. Em conseqüência, fizeram-se grandes esforços nesse sentido durante as últimas dezenas de anos. Tomando como ponto de partida o importante trabalho de reforma do deutscher werkbund, os arquitetos, os artesãos, os industriais e, sobretudo, as grandes organizações do estado que se ocupam dos problemas de moradia, despregam todas suas energias a fim de criar, para cada um (o que quer dizer, a preço muito moderado) a moradia e os objetos mobiliários dos quais se precisam. O fato de que se pode realizar na Alemanha, uma exposição de interiores que custava a cada um menos de 500 rm (ReichMarks) prova que o sucesso coroou esses esforços. Também quanto à construção de casas, desde a grande guerra e, sobretudo, desde o restabelecimento político atual, atingiu-se o máximo da utilidade e economia. Ao mesmo tempo a imprensa, sobretudo, assume a tarefa de formar o gosto de todos os membros da comunidade. Vemos que se depura o gosto, que se desenvolve o sentido da forma, o da solidez técnica e do emprego útil das matérias primas. Finalmente, queremos fazer compreender a cada um o que corresponde realmente a suas idéias, ao limite de seus meios e as suas verdadeiras necessidades.

 


Uma moradia moderna inspirada no campo

 

Hoje estamos convictos da grande importância da terra natal. Portanto não deve surpreender que inclusive nas casas urbanas de melhor gosto encontremos um aspecto rural. Ao mesmo tempo, sente-se a influência do caráter que inspira a região circundante. Além disso, há duas coisas que confirmam esse caráter rural: Por um lado, o respeito sempre maior que se tem pelo velho artesão alemão, sua energia produtiva, sua força e sua modéstia, e por outro, esse espírito esportivo e militar da nova Alemanha que renega tudo aquilo que não é simples, poderoso e útil. Cada um dos fatores que terminamos de mencionar tem (não poderíamos desconhecê-lo) seu selo particular. A contribuição da Alemanha aos problemas que apresenta a moradia moderna na Europa, é, portanto, uma síntese dessas idéias morais. Esta síntese emana dos objetos e dos espaços que testemunham a honestidade e os sentimentos que não têm nada de falso.
 


Um marco íntimo
 

O lar tem chegado a ser o santo lar doméstico, já que se reconhece de novo à família como o órgão reprodutor da nação. Apesar das diferenças políticas atuais do exterior, a casa é o lugar aprazível que representa a nota de intimidade pessoal, graças ao dom que possui a mulher alemã para criar um homem (sem esquecer do pai de família), graças também ao esforço do arquiteto e do artesão. Tanto pela escolha justa das proporções e das cores, como pela distribuição justa das habitações, de maneira que sejam aptas para receber os raios do sol. Sim, o arquiteto criou moradias que poderiam servir de marco para uma vida familiar mais feliz. Por seu lado, os marceneiros se encarregaram de prover o mobiliário capaz de estender o conforto, dando a vida e o calor necessário às habitações que atingissem assim grande comodidade. Não se trata de localizar os móveis no lugar, como se o faria na cena, senão de dar a possibilidade à pessoa que a habitasse, de sentir-se bem nela. Nosso departamento se converte assim num marco que nos rodeia. Entre ele e nós há uma determinada reciprocidade. É-nos útil e bem-vindo. Ao mesmo tempo, representa as boas qualidades dos que o habitaram.

 

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