Frau Gertrud Scholtz-Klink,

um exemplo a seguir

 

O LUGAR DA MULHER NO III REICH

 

Frau Gertrud Scholtz-Klink. Chefe da Organização das Mulheres Nacional Socialistas

 

 

Quando o nacional socialismo se constituiu em poder dominante na Alemanha em 1933, nós, as mulheres, compreendemos que era nosso dever contribuir de nossa parte no programa de reconstrução do nosso Führer, ao lado dos homens. Não falamos muito, mas que começamos a trabalhar imediatamente. Nossa primeira preocupação foi ajudar a todas as mães que haviam passado grandes apuros durante a guerra e o período da pós-guerra e à todas as demais mulheres que (como mães) devem se adaptar na realidade as demandas desta nova época.

 

Atuando de acordo com o reconhecimento de nossos fatos, criamos em primeiro lugar o Serviço de Maternidade do Reich cujas funções se expõem no artigo HI das regulamentações que o regem:

 

A preparação das mães se vê estimulada pelo espírito de solidariedade nacional e pela convicção de que podem prestar um grande serviço para a nação e ao Estado. O objetivo de tal preparação é o de desenvolver o rendimento físico e intelectual das mães, fazê-las apreciar os grandes deveres que recaem sobre elas, instruir-las na maneira de criar e educar seus filhos e qualifica-las para as tarefas domésticas e econômicas.

 

A fim de proporcionar tal preparação se tem organizado vários cursos de formação, cada um dos quais trata unicamente de um tema em particular, como por exemplo, cuidado das crianças, higiene em geral, cuidado dos doentes na casa, educação dos filhos, cozinha, costura, etc. Estes cursos se realizam em todas as cidades com população superior a 50.000 habitantes simultaneamente que professores itinerantes dirigem outros parecidos nas cidades mais pequenas e no campo. Cada mulher alemã com mais de 18 anos, pode fazer-los, independente de suas idéias religiosas, políticas ou qualquer outra. O número máximo de membros se tem visto limitado a 25 por curso, por que a instrução que se dá não é limitada à dissertações teóricas mas que toma a forma de aulas práticas para cada um dos grupos integrantes nos quais se perguntam e respondem todas as questões.

 

Desde a criação do “Reichsmütterdienst”, isto é, entre 1º de Abril de 1934 e 1º de Outubro de 1937, 1.179.000 mulheres casadas e solteiras tem recebido este tipo de formação em 56.000 cursos, dirigidos por uns 3.000 mil professores, dos quais por volta de 1.200 tiveram um emprego de jornada normal, enquanto os restantes 2.300 (também de posse das qualificações requeridas) atuavam com capacidade honrosa ou como instrutores de jornada parcial.

 

Nossa próxima preocupação se referia a esses milhões de mulheres alemãs que, dia após dia, realizam seus pesados serviços na fábrica. Tentamos faze-las compreender como algo realmente importante, que também elas representam para a nação. Elas também devem se sentir orgulhosas de seu trabalho e devem poder dizer: "Tenho uma tarefa útil a realizar e o trabalho que faço constitui em uma parte essencial do trabalho realizado por toda uma nação em seu conjunto".

 

Uma vez pensada esta meta, criamos o Departamento Feminino da Frente Alemã do Trabalho (Frauenamt der Deutschen Arbeitsfront) que na atualidade conta com mais de oito milhões de membros. Algumas críticas estrangeiras se tem feito frequentemente que as mulheres alemãs carecem das oportunidade de ganhar a vida trabalhando na indústria ou outras empresas. Por isso aproveito esta oportunidade para rubricar que mais de onze milhões e meio de mulheres estão empregadas em diversas profissões e ocupações e que seu interesse se vê atendida pelo Departamento Feminino da Frente Alemã do Trabalho. Além disso, somo da opinião que uma mulher sempre encontrará possível a segurança de um trabalho remunerado, sempre e quando seja o suficientemente forte como para desempenhar o trabalho que tem solicitado. Isto se aplica às mulheres trabalhadoras de todas as categorias, indistintamente de qual trabalho desempenhado seja, se de ordem física ou intelectual. Por isso é dever do "Frauenamt" assegurar de que as mulheres não se encontrem empregadas em nem um posto que resulte prejudicial para sua condição feminina e oferecer-las a proteção para a qual especificamente estejam autorizadas. A fim de traduzir para a prática estas idéias, o "Frauenamt" tem surgido para criar o cargo de "mulher socialista trabalhadora da indústria", para que cada empresa tenha empregadas um número considerável de mulheres. As funções que devem exercer estas “Betriebsarbeitterinnen”  são de índole geral e particular. Devem conseguir que todas as mulheres empregadas em uma mesma empresa considerem seus interesses idênticos e que entre todas elas reine um bom espírito de camaradagem. A Chefe de trabalho e do conselho secreto as ajudam em suas tarefas e se encontram em posição de ganhar a confiança das demais mulheres trabalhadoras por que todas se sentem mutuamente camaradas. Devem evitar que as rivalidades, os ciúmes e as fofocas irresponsáveis envenenem a atmosfera social do trabalho, ajudar a aquelas camaradas que se sentem oprimidas por tarefas domésticas e colaborar para que as condições de trabalho sejam as mais dignas possíveis. Com tal propósito devem oferecer à chefe do trabalho sugerências para todo tipo de medidas necessárias para adaptar os processos de trabalho (em harmonia com as peculiaridades técnicas da empresa) às capacidades naturais da mulher. Finalmente devem cooperar na transferência de mulheres trabalhadoras a outros lugares de trabalho, na tarefa de manter o aspecto das empresas o mais agradável possível, etc. Esta enumeração de suas funções mostra que não deve ser somente experientes trabalhadoras sociais mas também que devem encontrar-se familiarizadas com seu trabalho atual. Por essa última razão exigem-se delas uma dedicação de vários meses neste trabalho antes de conceder-las o posto de trabalhadoras sociais.

 

Durante este período recebem os mesmos salários que as demais mulheres trabalhadoras e estão sujeitas as mesmas regulamentações que elas.

 

Soluções similares, embora em menor escala, existem com relação à trabalho com pessoal reduzido, isto é, aqueles na qual o número de mulheres trabalhadoras é inferior a 200.

 

Nossa organização dedica um cuidado especial às mulheres trabalhadoras casadas e com filhos pequenos e àquelas que estão em estado. Neste campo do trabalho social proporcionamos assistência conjuntamente com a organização do Bem-Estar nacional-socialista (N.S. Volkswohlfahrt), que supera a norma fixada pela presente legislação. Esta Assistência suplementar consiste em dinheiro, comida, roupa, etc.

 

Não devo esquecer de adicionar umas poucas palavras com relação às mulheres estudantes que utilizam parte de suas férias à favor dessas mulheres trabalhadoras (sobretudo aquelas com famílias numerosas), necessitadas de uma semana de descanso como complemento às suas férias normais.

 

As estudantes atendem generosamente ao trabalho destas mulheres na fábrica durante sua ausência, e como não pedem salários, as trabalhadoras não sofrem nem um tipo de perda monetária. Em muitas ocasiões a organização feminina nacional socialista (N.S. Frauenschaft) proporciona alojamento grátis às estudantes, enquanto a Organização do Bem-Estar garante facilidades especiais para as mulheres nas férias, tais como pacotes adicionais de comida, alojamento em uma de suas pousadas para mães (incluída a comida), etc. Durante os primeiros anos da operação do plano, as estudantes exoneraram as trabalhadoras 57.700 dias de trabalho. Diariamente recebemos um grande número de cartas que as trabalhadoras e estudantes indistintamente nos agradecem esta experiência inesquecível. As chefes de trabalho também nos informam continuamente dos benéficos resultados conseguidos.

 

Depois de completar a iniciação dos mencionados projetos, continuamos nosso trabalho por outros rumos, como por exemplo, organizar nós mesmas. Desta maneira temos coordenado as associações femininas que existiam previamente e criado a Associação de mulheres alemãs (Deutsches Frauenwerk) que se subdivide em seções segundo as diretrizes criadas pelo N.S. Frauenschaft.

 

A “Deutsches Frauenwerk” conta, além do serviço da Mãe já mencionado, com as seguintes seções: economia nacional e doméstica, assuntos culturais e educacionais; assistência e um departamento estrangeiro. Além disso, existem quatro grandes departamentos administrativos, por exemplo, administração geral; finanças, organização e pessoal; assuntos de imprensa e propaganda que ultimamente se ocupa também da rádio, filmes e outras demonstrações.

 

No departamento de economia nacional e doméstica, se ensina às mulheres e às jovens a aplicar os princípios da solidariedade nacional. As ensinam que em cada lar a mãe é a responsável pela saúde de toda a família, proporcionando-as uma boa alimentação e exercendo normalmente seus deveres com habilidade e eficiência.

 

O departamento cultural e educacional põe o patrimônio cultural da nação a disposição das mulheres, é ajudada em seu trabalho as mulheres artistas e se concede particular atenção aos objetivos conseguidos pelas mulheres no campo da ciência.

 

O departamento de assistência se ocupa do trabalho realizado pelas enfermeiras, da Cruz Vermelha e da defesa aérea.

 

O departamento estrangeiro estabelece contato com associações de mulheres no estrangeiro, proporciona informação às estrangeiras, trocam experiências com organizações estrangeiras, prepara programas de visita de instituições relacionadas com o trabalho da “Deutsches Frauenwerk” etc.

 

Todos estes grupos se encontram sob a direção geral do “N.S. Frauenschaft” que pode se considerar, portanto, como a organização dirigente, enquanto que a “Deutsches Frauenwerk” e a “Frauenant der Deutschen Arbeitsfront” constituem a base comum do trabalho realizado pelas mulheres ao longo de todo o país.

 

Os estrangeiros tem me perguntado repetidas vezes sobre a classe de imposição que utilizamos para que as mulheres tomem parte em todo este trabalho. Desejaria perguntar aos que isto perguntam já que não sabemos de nem um tipo de imposição. Aquelas que desejam unir-se a nós devem faze-lo de forma totalmente voluntária, e só posso adicionar que todas elas se dedicam alegremente ao seu trabalho.

 

Deixe-me concluir citando um comentário que fiz em uma ocasião do Congresso de Mulheres que aconteceu durante a reunião do partido em Nuremberg (1935): "Todo o trabalho que nós realizamos por rotina, que nestes momentos em tão extensos que já não podemos descrever com detalhe, é simplesmente um meio de alcançar um fim. É a expressão da determinação das mulheres alemãs de ajudar a resolver os grandes problemas de nossa época. Um espírito de camaradagem anima à todas nós e a nossa lealdade e a nossa nação guia todos nossos esforços".

 

(texto do livro "Os Nazis Falam")

 

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