Juventude e Nacional Socialismo

 

 

Vamos fazer uns sucintos comentários sobre o que foi a juventude nacional socialista durante o III Reich, sobre o que são os jovens que hoje em dia se definem como nacional socialistas e sobre o futuro que se inspeciona entre a juventude que se define como nacional socialista.

 

Para analisar e, se cabe comparar, se precisam umas adequadas varas de medir, uns parâmetros estabelecidos de antemão. E nossas varas de medir vão ser as dos diferentes níveis de racismo que há que ter presente na hora de pôr a julgar sobre se alguém foi, é ou será de raça pura; e que ninguém se escandalize pela utilização desta expressão. Estes diferentes níveis de racismo a considerar já foram estabelecidos por Julius Evola há bastantes décadas e se concretizavam num primeiro nível denominado como o da raça do espírito, num segundo que veio a se chamar como o da raça da alma e num terceiro cuja denominação é o da raça do corpo.

 

Sem alongar demasiado por não ser este o eixo central do tema a tratar, mas com a intenção de definir idéias que vão ser para nós muito úteis para comentar e comparar diferentes gerações de juventudes N.S., temos de dizer que cumpre com a raça do espírito aquele que é consciente de sua natureza e origem sacras, aquele que concebe sua vida como a da luta interior que persegue se elevar acima de sua simples condição humana para chegar ao Conhecimento e à vivência daquelas Realidades Metafísicas que transcendem o mundo físico e que, para chegar a isso, aspira a acender, em seu interior, a mesmíssima Essência Superior ou Divina que alberga em estado sonolento. Assim concebeu sempre o mundo indo-europeu a Espiritualidade. E cumpre com a raça da alma, ou da mente, aquele que armazena as qualidades do caráter que caracterizaram os nossos ancestrais indo-arianos.

 

Qualidades tais como a capacidade de auto-superação, de entrega e sacrifício por um ideal, a nobreza, a fidelidade, a camaradagem, a sinceridade, o valor, a honra, o heroísmo, a autodisciplina, a temperamento ou o autocontrole e domínio de si mesmo. Cumpre, finalmente, com a raça do corpo aquele que é sabedor de que cada raça física é portadora de um tipo de espiritualidade e de uns valores concretos e que, em conseqüência, aspira a conservá-la intacta de cruzas e interferências distorcionadoras e suicidas com outras raças. Só a quem, em definitiva, cumpre, com estes três níveis raciais, isto é, com a raça do espírito, com a raça da alma e com a raça do corpo, se pode considerar como de raça pura; voltas outra vez com a expressão tabu? Estabelecido todo o qual, agora sim que podemos nos perguntar se foi de raça pura a juventude hitleriana. É claro está que se manteve livre de misturas com outras raças e que, além disso, se empenhou em melhorar o estado de seu corpo através do exercício físico, dos bons hábitos alimentícios, de seu desprezo ao álcool e de seu contato contínuo com a natureza. Portanto, óbvio é afirmar que cumpriu com cresces com a raça do corpo.

 

Se inculcaram os valores próprios da alma indo-européia que enumeramos parágrafos mais acima e, além disso, esses valores foram impregnando seu caráter e sua personalidade e foram fazendo realidade através da forja que representou a prática do esporte, das atividades que faziam parte dos acampamentos que se organizavam, de sua participação no Serviço do Trabalho ou no Serviço Militar. A heróica participação da Juventude Hitleriana nos trágicos estertores da II Guerra Mundial confirmou que dita juventude, de maneira mais do que sobressalente, tinha cumprido com a raça da alma. Assim mesmo, através de ritos solares que, especialmente nas saídas ao campo, acostumavam a ter como suporte simbólico o fogo e fizeram partícipes, os jovens do III Reich, de celebrações sagradas que aproximaram-lhes à maneira que nossos antepassados tinham de conceber a Transcendência. É por isto que se ia ao caminho adequado para que aquela juventude também cumprisse com a raça do espírito. Por tudo o qual cremos fica bastante contestada a pergunta formulada a respeito de se a juventude do III Reich foi de raça pura. Pois bem, agora vamos perguntar se cumpre também com todos estes requisitos a atual juventude N.S.: Por um lado evita as cruzas com outras raças mas, por outro lado, não é excessivamente dada ao exercício físico e não é de tudo alheia, por exemplo, ao consumo de álcool ou de fumo. Portanto não cuida nem forja seu corpo como devesse.

 

Isto é, não cumpre, salvo não poucas honrosas exceções, com a raça do corpo. E não cumpre com ela porque não cumpre com a da alma, já que ao ter nascido e ter crescido num mundo tão lasso, hedonista, concupiscente e aburguesado como o de nossas sociedades liberais não fez possível poder acordar em seu interior, na medida adequada, os valores que citamos como próprios da alma dos povos indo-europeus; valores que de ter podido desenvolver lhe teriam sido muito úteis para inculcar também a seu suporte físico uma disciplina que tivesse feito cumprir com a raça do corpo. Muitos jovens que se definem como N.S. adoecem dos mesmos defeitos na esfera da alma-mente dos que é vítima o resto de nossa juventude contemporânea: são indisciplinados, são impontuais, são inconstantes em seus gostos e se inclinam freqüentemente as “fofocas” e à crítica fácil e destrutiva; novamente há que assinalar que, felizmente, as exceções não escasseiam. Perguntamos-nos, por último, se cumprimos, ao menos, com a raça do espírito.

 

Pois bem, deveríamos dizer que a maioria dos jovens que hasteiam a bandeira do nacional socialismo sentem a chamada da Transcendência e são conscientes de que existe uma Realidade que se encontra além do mundo do que nossos sentidos são capazes de conectar. Participam em cerimônias sagradas, em atos solsticiais e conhecem qual é o tipo de espiritualidade que abraçou sempre o indo-ariano e que, em conseqüência, é inato a ele. Outra coisa muito diferente é conseguir que o jovem N.S. se aventure pelo caminho da superação interior da simples condição finita do ser humano para adentrar-se no Conhecimento e na vivência do Eterno que aninha em sua jurisdição interna e que ele deve acordar. Para conseguir empreender este caminho se precisa uma autodisciplina na esfera da raça da alma da que não é possuidor o comum de nossos jovens N.S.

 

Exposto tudo o qual, não cabe notar que a atual juventude nacional socialista dista muito de ser de raça pura. Fica-nos, pois tentar vislumbrar que traços podem caracterizar às futuras gerações de jovens nacional socialistas. E temos de dizer que é visto com as atuais, as vindouras não pintam bom panorama, já que é um todo-poderoso mundo dissoluto e solvente o que vai envenenando o jovem desde sua mais terna infância e o desprender de tanto nefasto lastro supõe, para o jovem que se decantou pelo nacional socialismo, uma ímproba, longa, árdua, inacabável, titânica e quase quimérico trabalho. Não perdendo nunca toda a esperança, outra muito diferente situação se daria se aportasse ao poder e a juventude já não tivesse que se criar entre as imundícias corrosivas engendradas pela liberal-partidocracia. Mas se este sonho não acontece num futuro, não há que deixar de ter presente que, por muitas deficiências que manifeste, sempre acabará gozando de qualidades bem mais elevadas um jovem que tenha a sorte ou a possibilidade de se decantar pelo nacional socialismo do que outro que não tenha mais maneira de entender a existência que a qual lhe oferece o mundo demo-burguês.

 

Eduard Alcántara 

Septentrionis Lux

 

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